Amor. Uma escravidão sem fim.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Para inaugurar meus posts, começo fazendo uma reflexão sobre um sentimento forte, de várias caracteristicas e com vários sentidos.

É difícil pensar que o amor talvez não seja uma coisa tão boa, sendo que quando pensamos na palavra amor já conseguimos visualizar rosas, corações, estado de alegria e euforia, emoção, paixão, fidelidade. E essas são palavras que demonstram uma grande fonte de prazer quase que inesgotável.
Porém, por outro lado, como pode se explicar o amor que mata seu companheiro(a), ou que abusa sexualmente, ou que agride psicologicamente e fisicamente quem se ama?
Será que os autores de poesias inventaram tal realidade quando citavam : Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.” (Vinicius de Moraes)
Como pode o amor ser uma “cura” se é ele mesmo que machuca? Ou se o amor sentimento tão buscado e esperado é bom;  porque traz tanto choro e ódio a quem apenas quer amar?
Segundo Freud, em uma de suas obras, o amor talvez seja a busca pela felicidade, a busca de um objeto (pessoa amada), e ainda intitula como “estranha relação do amor”.
Realmente é uma estranha relação, como podemos observar o amor gera uma angústia na busca do “amor perfeito” , onde uma relação não pode ter erros ou deslizes e isso acontece em qualquer relação que se julgue a aparência do amor, sendo pais e filhos, marido e mulher, casais de namorados, amantes, amigos...
È culpado aquele que comete um erro, aquele que trai sexualmente ou que trai apenas a confiança, o respeito. Não é permitido perdoar erros, mesmo quando dizemos que perdoar é um ato de amor!
Acredito ser essa uma palavra tão forte e tão desafiadora, pois podemos amar mas não podemos perdoar, podemos aceitar algumas coisas mas não todas, podemos acreditar em Deus e dizer que o amor dEle é imenso mas não podemos tentar ser igual.
Como será a relação da mulher que abre mão da sua vida, da sua personalidade dos seus sonhos e desejos para fazer seu esposo feliz, e assim garantir o amor que sente? Com certeza  vamos dizer que ela está louca, que ela se anulou diante do esposo, que não faz o mesmo por ela. Mas ... isso é errado? Acredito fielmente que temos a vida que queremos, pois são nossas as escolhas. Sendo assim, temos o amor que queremos pois a escolha do ser amado também é nossa.
E se um filho matar seu pai, isso não tem perdão!!! Mas podemos perdoar uma traição de um marido infiel pois ele não teve a intenção. Agora dentro disso gostaria de entender qual a diferença do amor nos dois casos? Quem foi que disse que precisamos amar muito mais nossos pais do que nossos companheiros? Será que esta é a diferença entre a raça humana e a raça animal? Alguns animais depois de terem seus filhotes os abandonam e continuam sua vida ao lado do seu companheiro, mas nós seres humanos não! Preferimos abrir mão dos nossos companheiros e ficar com nossos filhos que mais tarde vão seguir a vida e nos abandonar, e ai vamos ficar sofrendo com o amor que nos largou e aquele que nós abrimos mão. Será que não é melhor então entender a relação estranha que o fez matar seu pai ou que o fez trair sua esposa? Um filho é obrigado a amar seus pais , e isso é fácil quando existe uma boa relação desde o inicio, mas e quando os pais abusam sexualmente dos seus filhos mesmo ainda bebês? De qualquer forma este filho não pode acabar com este amor estranho que o criou. Mesmo se não houver a intenção, ou mesmo quando a morte representa ao filho a libertação de uma escravidão, contudo é amor de formas estranhas e complicadas, porque só conhecemos o amor que traz paz, alegria e felicidade.
“... Amizade eu não perdôo ela traiu minha confiança, mas meu namorado é homem, traiu, são coisas de homem...”  as duas relações existem amor, porém cada uma tem seu preço, sua escravidão, sua sentença e seu perdão, é tão fácil colocar a culpa no outro, ou se justificar no erro do outro, é tão simples achar um escape e não visualizar os fatos, ou fugir um pouco da realidade, se esconder de nós mesmos, evitar nos conhecer profundamente e descobrir nossa parte ruim.
È bem melhor viver escravo deste sentimento tão bonito e nobre, é bem melhor continuar tentando não aceitar as mudanças do sentimento achar que ele nasce é eterno e não muda nunca.
Amor realmente é a busca da felicidade e é esta busca que nos mantém vivos e tão escravizados.
Quando citei no titulo que o amor é uma escravidão, não sei dizer se boa ou ruim, depende do que representa o amor para nós, ou qual é o nosso objetivo de vida, o que buscamos, quais os nossos sonhos.
Ser feliz é o que realmente importa e para isso precisamos estar preparados para essa felicidade que vem grudada com um período de escravidão. Podemos amar mas para isso não podemos ser egoístas nem buscar nossa vontade própria, devemos sempre abrir mão do que queremos em nome do amor, ou devemos colocar o outro em primeiro lugar independente do que ele nos representa se filho, marido, esposa, namorado, amante, mãe, pai, tio, tia, amigos...
Contudo não existe certo ou errado, existe apenas o que buscamos ou o que queremos, ou qual a relação que gostaria de ter.
Amar é desapegar, acho que esse é o segredo, é abrir espaço para escolhas serem feitas, para riscos serem corridos, é deixar que o objeto amado venha se quiser,  que nada seja obrigado, que a felicidade aconteça naturalmente, é saber que se não esta nos fazendo bem ou esta nos impedindo de ser feliz nós temos o poder e a chance de mudar, e que o amor nem sempre é algo tão insubstituível,  tudo depende daquilo que eu quero para minha vida, é preciso entender que o sentimento nem sempre é bom, ele é inconstante, tem altos e baixos, muda com o tempo e é imprescindível entender que não é eterno,  uma hora morre e acaba diferente de quando começou, as vezes mais forte as vezes mais fraco as vezes apenas com vestígios mas não é infinito para nós pobres seres humanos.

8 comentários:

Érica Lopes Says:
12 de novembro de 2010 11:14

Me apaixonei pelo blog logo de cara!!!!

Parabéns estou orgulhosa de você moçinha!!!

Só tem uma coisa ruim, não conseguir lhe seguir

Me segue, quem sabe consigo.
http://ericaplopes.blogspot.com/

Bjos

Juliana Pessoa Says:
14 de novembro de 2010 07:04

Keka...

Obrigada viu... meu bem... o problema de seguir já foi resolvido... rrsrss

e quero sua opinião tah!!!

bijusssss

Ka Says:
14 de novembro de 2010 14:47

Amiguinhaaaa... adorei seu blog!!!
Está muito legal esse texto sobre o AMOR!
Nos vídeos acho que vc poderia ter comentado de maneira mais informal e em específico, no filme da preciosa, deveria ter informado que o livro é 350 e 10 (rsrs) vezes melhor.
Parabéns pela iniciativa, e sucesso!!!!!!!1
Bjks da Chá Matte

Marcela Says:
14 de novembro de 2010 17:09

Ameiiiii
bjus

Marcela Says:
14 de novembro de 2010 17:11

Estou super orgulhosa da minha amiga ....

bjus

Juliana Pessoa Says:
14 de novembro de 2010 17:26

Ká Matte..... rsrss

Falei muito sério neh?? rsrsrs
é q nós somos um pouquinho fãs do filme Preciosa... pouca coisa ... rsrsrs

o livro ainda não li.... #masvouler

Juliana Pessoa Says:
14 de novembro de 2010 17:27

Marcela.... huhuhuuuuu migaaa... to com orgulho q vcs lerame comentaram... rsrssrsr

aceito sugestoes!!!

beijuuuusssssss

Carolina Says:
16 de novembro de 2010 08:00

Aiiii ameii amiga...
escreve mais de amor que não existe to amando...kkkkkkkkkkkkkk
A continua me analisando que acho que estou progredindo...rs
E eu mais do que ninguem segui seu ultimo conselho..
amar é correr riscos..
Beiijos

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